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| Angelina Bernardes de Souza Lima |
Angelina Bernardes de Souza Lima nasceu, a 9 de janeiro de 1882, em Viçosa, na residência de seus pais, uma casa que ainda existe na praça Silviano Brandão, 53, onde mora sua sobrinha Maria Olívia Bernardes Pinto Coelho (Olivinha). Filha de Maria Aniceta Correia Bernardes, natural de Alto do Rio Doce, e do Coronel Antônio da Silva Bernardes, português de Castanheira da Pêra, sendo a sétima de uma família de nove irmãos. Seu pai, embora leigo, foi promotor de justiça da então jovem Comarca de Viçosa, havendo militado por muitos anos no Fórum local, que hoje leva o nome de seu filho. Dentre os irmãos, destacaram-se no cenário político do Brasil, Olegário, ex-prefeito de Teresópolis e ex-ministro do Tribunal de Contas da União e Arthur, que exerceu todos os cargos públicos, de Prefeito de Viçosa a Presidente da República (1922- 1926). Em 20 de fevereiro de 1902, Angelina casou-se com Lindolfo de Souza Lima, natural de Coimbra, MG. O casal fixou residência numa propriedade rural, recém-adquirida pelo marido, o Sítio Santo Antônio, que abrangia o que é hoje o Bairro Santo Antônio, conhecido há algumas décadas, vulgarmente, como Cantinho do Céu. Quando seu marido se tornou Diretor da Colônia Vaz de Mello, uma tentativa do governo estadual de desenvolver a região pelo estímulo à imigração alemã, para lá se mudou o jovem casal. Exemplo de fecundidade, instinto maternal e dedicação ao lar, Angelina teve 17 filhos, sendo que 16 chegaram à idade adulta. Como se não bastasse, num gesto mais significativo de solidariedade cristã, acolheu em seu coração de dimensões heróicas três crianças carentes. Tinha especial carinho com os menos favorecidos, principalmente, famílias de servidores de sua propriedade. Na cidade de Viçosa, ainda vivos, encontram-se quatro de seus filhos: José (Juca), Maria de Lourdes, Maria Aparecida (Tita) e Hilda. Católica praticante, de rica vida espiritual, mesmo idosa e cardíaca, percorria, a pé, dois quilômetros: de seu sítio à Matriz de Santa Rita de Cássia, para comunhão diária, missa e novena. Numa madrugada fria, repentinamente, seu coração parou, durante o sono, a três de março de 1960, pouco tempo após completar 78 anos de vida. |
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